Cidadania Italiana – Por onde eu começo?

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Cidadania Italiana – Por onde eu começo?

Sempre recebo e-mails de pessoas que não sabem muito bem por onde começar, que ouviram dizer que tinha um italiano na família, mas não faz a mínima ideia de quem foi e nem de como localizar qualquer documento. Calma, não “priemos cânico” (rs), nem tudo está perdido e, muitas vezes, é mais fácil do que você imagina.

1° Passo – Converse com seus familiares

Se tinha uma coisa que eu adorava era sentar com a minha nonna e com a irmã dela e escutar as histórias da família. Eu sei que não são todas as pessoas que gostam disso, mas te garanto que é gostoso escutar as várias histórias de pessoas que você nem conheceu, mas que são a sua origem, e com o tom saudosista, que pelo menos as duas me contavam, fica mais gostoso ainda.
Por isso, pegue a sua avó, seu avô, ou os mais velhos da sua família e pergunte sobre aquele italiano que você ouviu falar algumas vezes. Os mais velhos têm informações importantíssimas sobre o italiano, e isso passou batido porque nunca ninguém havia pensado em fazer a cidadania. No meu caso, por exemplo, minha avó sempre falava do Tito (uma cidade da região da Basilicata, de onde vieram meus trisavós), ninguém nunca deu muita bola pro Tito e até duvidaram que essa cidade existia, e ela existe, e hoje sou italo-brasileira porque sentei com a minha avó e ela me contou as histórias do Tito, que a minha bisavó, mãe dela, contava pra ela e o Tito tá lá, lindo na Basilicata e meu trisavô Antonio, me “deu” a cidadania.
Por isso, prepare um aperitivo, um vinho e escute as histórias dos mais velhos, é fascinante e provavelmente vai te ajudar na busca da cidadania italiana.

2° Passo – Achar os documentos

Uma forma de você começar a achar os documentos necessários, é entrar no site do Museu da Imigração de São Paulo, ou do Arquivo Nacional, lá existem muitos registros dos imigrantes que chegaram no Brasil. Você pode fazer a pesquisa por nome, sobrenome, entre outras variantes, mas aconselho a tentar por nome e sobrenome. Pode ser que o registro do italiano venha lindo, completo, com o que você precisa saber, mas, a maioria das vezes, vem com pouca informação, o que não é de todo ruim, porque você pode pedir a certidão de desembarque, que pode constar mais detalhes (por exemplo, nomes dos pais, idade, etc).

Por outro lado, se a sua família é daquelas que guarda documentos antigos, pode ser que no meio deles, você encontre uma certidão de casamento, óbito do italiano, e aí é só pedir para o cartório uma cópia em inteiro teor e ver o que ela traz, porque pode ser que com ela, você descubra a cidade de onde ele veio (o Comune, como é chamada “cidade” na Itália), a data de nascimento dele (mesmo que aproximada) e é aí que começa a sua luta pra conseguir achar toda a sua documentação para o processo de cidadania italiana.

Caso nenhuma dessas opções sejam boas pra você, você pode começar fazendo o caminho inverso, comece pedindo no cartório onde você foi registrado, a sua certidão de nascimento em inteiro teor, lá vai constar os nomes dos seus pais (óbvio) e dos seus avós, pode até constar o cartório onde seus pais se casaram, e você vai descobrindo onde estão as certidões dos seus antepassados. Peça a sua, depois a dos seus pais, do seus avós e assim por diante, e você vai conseguir muitas informações que te levem até o italiano.

3° Passo – Entrar em contato com o Comune

Quando você descobrir a cidade (Comune) de onde veio o italiano, que agora você deve chama-lo de Dante Causa, você pode mandar um e-mail para o Comune e pedir mais informações sobre a certidão de nascimento dele. Mas atenção, cuidado, pode ser que você encontre a Província de onde seu antenato era originário e não a cidade, e aí vai um alerta muito importante, não saia disparando e-mail para todas as cidades que fazem parte da Província, porque isso só vai te atrapalhar, sabe porquê? Porque os Comuni italianos recebem todos os dias milhões de solicitações de documentos italianos por parte de brasileiros que estão atrás da cidadania. Aí você vai me dizer: “tudo bem, ué! Vou ser mais um”, não, não vai, porque muitas vezes os Comuni têm poucos funcionários e quando começa a chegar muita carta do Brasil pedindo informações sobre antenatos, eles acabam ignorando, porque, esses oficiais trabalham com nascimentos, casamentos, óbitos, divórcios, de toda a cidade e eles não vão parar o trabalho deles, pra ficar respondendo cada e-mail, cada carta de cada brasileiro que não tem a certeza de que o documento está lá naquela cidade, o pensamento deles será: “se não sabe se está aqui e enviou para outros lugares, que os outros respondam, eu tenho muito o que fazer”. Por isso, antes de lotar a caixa de e-mail, ou de correio, de todas as cidades da Província que seu antenato veio, faça uma bela pesquisa e descubra a cidade exata e envie o maior número de dados possíveis do italiano.

Além disso, a maioria dos registros que nós brasileiros buscamos, é do final do século XIX, começo do XX e esses documentos estão em livros muito antigos, não estão digitalizados. Ou seja, requer um trabalho enorme dos oficiais, que não vão ficar pesquisando livro por livro, sem a certeza de que a pessoa nasceu naquela localidade, sem data aproximada, nome dos pais, nada.

4° Passo – A Certidão Negativa de Naturalização

Depois que você souber direitinho quem é o antenato, a sua data de nascimento e os nomes dos pais, você entrará no site do Ministério da Justiça ( http://www.justica.gov.br/seus-direitos/migracoes/certidoes-e-certificados) e preencherá o formulário de Certidão Negativa de Naturalização.
O que é esse documento? Ele atesta que o estrangeiro (no seu caso, o antenato italiano), não se naturalizou brasileiro. E isso é muito importante, porque se ele se naturalizou, pode ser que você não tenha mais direito à cidadania italiana.
Meu Deus! E se ele se naturalizou? Perdi? Acabou? Calma! Se o italiano se naturalizou brasileiro DEPOIS que ele teve filhos, pode ficar tranquilo, você continua com o direito à cidadania assegurado. Mas se, infelizmente, ele se naturalizou antes dos filhos dele nascerem, sinto muito, você não terá direito.

Mas fiquem tranquilos, porque não era costume à época (final do século XIX, começo do XX), as pessoas se naturalizarem, então, é bem provável que seu antenato não tenha se naturalizado.

Reunidos todos esses documentos brasileiros e italianos, confirmando que você tem direito à cidadania, hora de analisar a documentação, verificar se precisam ser corrigidas (retificação), se for necessário, retificar e só depois traduzir, apostilar tudo. Depois de toda essa saga, você poderá entregar ao Consulado da sua região a documentação (depois da convocação, obviamente), ou embarcar para a Itália para fazer o processo por lá! Mas, caso você tenha dificuldade em achar alguns desses documentos, precise que sejam analisados por um profissional, porque você acha que eles contém erros, entre em contato conosco que será um prazer te ajudar.

E-mail: atendimento@cidadaniatuttoaposto.com.br / atendimentotuttoaposto@gmail.com

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