

Descubra a joia da Beira Baixa – história, cultura e gastronomia
Imagine um lugar onde a história medieval se entrelaça com a tranquilidade da natureza, onde os bordados contam histórias e os sabores são autênticos e reconfortantes. Bem-vindo a Castelo Branco, uma joia do interior de Portugal que espera ser descoberta.
A história de Castelo Branco é profundamente marcada pela sua posição estratégica, próxima da fronteira com a Espanha. A sua fundação remonta ao século XII, atribuída aos Cavaleiros Templários, que aqui ergueram um castelo para defender o território português. O nome “Castelo Branco” deriva provavelmente da cor do edificado da antiga fortaleza moura que aqui existia.
Ao longo dos séculos, a cidade cresceu em importância, tornando-se notável durante o período da Reconquista Cristã. No século XVI, foi elevada à cidade e tornou-se sede de diocese, um testemunho do seu prestígio. O século XVIII trouxe uma era de ouro, impulsionada pelo ciclo do linho e pela figura do Bispo D. João de Mendonça, responsável pela criação do magnífico Jardim do Paço Episcopal.
Os séculos XIX e XX trouxeram desenvolvimento e modernização, mas Castelo Branco soube sempre preservar o seu charme histórico e cultural. Hoje, é uma capital de distrito vibrante, um polo de inovação e um destino turístico que preza pelas suas raízes.

A História: Mais do que um jardim, é um poema barroco em forma de vegetação. Construído no século XVIII por ordem do Bispo D. João de Mendonça, foi concebido como um local de lazer e contemplação. Os seus escadarios, lagos e conjuntos de esculturas únicos contam histórias mitológicas, simbólicas e até mesmo satíricas da época.
O Que Fazer: Faça um passeio e se deixe perder pelos seus recantos. Não perca as estátuas dos Reis de Portugal, alinhadas nas escadarias principais, e as alegorias às Quatro Estações e aos Signos do Zodíaco. Observe os detalhes nas esculturas que, segundo a lenda, contêm críticas sociais disfarçadas. É o local perfeito para fotografia e para entender a alma criativa da cidade.

A História: O marco fundador da cidade. Erguido pelos Templários no século XIII sobre uma estrutura defensiva anterior, este castelo foi crucial na defesa da região contra invasões castelhanas e mouras. A Torre de Menagem é o seu ex-libris, imponente e testemunha de séculos de batalhas.
O Que Fazer: Suba até às muralhas e à torre para uma vista panorâmica deslumbrante sobre a cidade e a paisagem envolvente da Cova da Beira. Explore o Núcleo de Interpretação do Castelo para mergulhar na história militar da região. À noite, a iluminação torna-o ainda mais dramático e fotogénico.

A História: Instalado no antigo Paço Episcopal (o mesmo do jardim), este museu é um dos mais importantes do interior de Portugal. A sua coleção foi iniciada por Francisco Tavares Proença Júnior no século XIX e abrange arqueologia, arte sacra, numismática e, o seu grande tesouro, uma coleção notável de Bordados de Castelo Branco dos séculos XVII a XIX.
O Que Fazer: Reserve pelo menos uma hora para apreciar a riqueza do acervo. Os bordados, com os seus motivos únicos de flores, aves e simbologia amorosa, são uma verdadeira aula de história da arte popular. É uma visita essencial para compreender a identidade cultural da região.

A História: O coração da cidade antiga, com ruas estreitas de traçado medieval, igrejas seculares e casarios tradicionais. A Sé Catedral (Igreja de São Miguel), originalmente do século XIII, foi sendo remodelada ao longo dos anos, apresentando agora uma mistura de estilos manuelino, renascentista e barroco.
O Que Fazer: Caminhe sem rumo. Descubra a beleza simples da Sé Catedral, pare na Igreja da Misericórdia para ver os seus azulejos. Prove um ginjinha local em um dos pequenos bares e absorva a atmosfera tranquila.
Opera com uma proposta gastronômica orientada para a cozinha vegetariana e vegana. A culinária utiliza ingredientes frescos e sazonais, com um foco no sabor natural dos produtos cultivados na própria horta do restaurante.
Localizado no coração da cidadania, apresenta uma proposta gastronômica centrada em tábuas de produtos regionais, com ambiente agradável e acolhedor. Excelência na preparação de carnes com cardápio sazonal.
Castelo Branco está bem ligada às principais cidades portuguesas:
É a forma mais flexível. A cidade é servida pela A23 (IP2), que liga diretamente a Torres Novas (e daí para a A1, de Lisboa e Porto) e à Guarda. De Lisboa são cerca de 2h30, do Porto cerca de 3h.
A Rede Expressos oferece ligações diretas e frequentes a partir do Terminal Rodoviário de Sete Rios, em Lisboa (viagem de ~3h), e de outras cidades como Coimbra e Porto.
A estação ferroviária de Castelo Branco é servida pela linha da Beira Baixa. Há ligações diretas de Entroncamento (onde se pode fazer ligação a partir de Lisboa – Oriente) e da Covilhã. A viagem de comboio é cénica, mas geralmente mais demorada que o autocarro.
Quantos dias são suficientes para visitar Castelo Branco?
1 a 2 dias são suficientes para explorar o centro histórico e os principais museus com calma. É um excelente destino para uma escapadela de fim de semana.
Castelo Branco é uma cidade cara?
Não. Comparada com os grandes centros turísticos de Portugal, Castelo Branco oferece uma excelente relação qualidade-preço em termos de alojamento, alimentação e experiências.
Vale a pena fazer um desvio na viagem para visitar Castelo Branco?
Absolutamente. Se você está a viajar entre Lisboa e Porto, ou a caminho da Espanha, Castelo Branco oferece uma autenticidade que as cidades maiores por vezes já perderam. É o destino perfeito para quem quer ver um Portugal real.
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